Nascimentos

Quando nasce uma Casa de Umbanda!

::O SENHOR DAS DOENÇAS::

É o Orixá das doenças e relacionado a um arquétipo psicológico

::Vovó Maria Conga, uma guerreira!::

Uma breve história desse espírito de luz!

::Uma visão sobre drogas::

Infelizmente o uso de drogas lícitas ou não está em todos os setores da sociedade, inclusive no religioso.

::Guardiãs Pomba Gira::

Pomba gira é vista como um Exu feminino, um mensageiro entre este mundo e o mundo espiritual...

7 de fevereiro de 2017

::Variedades de Ogum - Ogum Megê::

OGUM MEGÊ
Ogum Megê nos ritos de Umbanda é muito invocado para resolver casos de feitiçaria e outros trabalhos mais pesados, principalmente os que envolvem a Calunga Pequena, ou cemitério.
 Ogum Megê anda geralmente nas encruzilhadas, e estradas que dão acesso ao campo santo, e sua força se une com a de Omulú, o grande guardião das almas e de sua morada.

1 de fevereiro de 2017

Vamos "puxar" um ponto? 

30 de janeiro de 2017

::Mais um Nascimento::


                          
 QUANDO NASCE UMA CASA DE UMBANDA

Muitos umbandistas expressam o desejo de terem suas casas. Na maioria dos objetivos, a razão é para fazer o que discorda da atual casa ou para ditar as suas próprias regras. No entanto uma corrente espiritual de Umbanda nasce de razões profundas, alicerçadas no compromisso moral, ético e espiritual. Não se trata de um local para atender as vontades das pessoas e nem tão pouco um palco de atrações.

22 de agosto de 2016

::Você realmente conhece Exu?::

Lobo em pele de cordeiro - Vozes de Umbanda

1- Exu é o guardião dos caminhos

Soldado dos Pretos-velhos e Caboclos, emissário entre os homens e os Orixás, lutador contra o mau, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado.

2- Trabalham com amor

Quando não estão em missão ou em trabalhos, demonstram o imenso amor e compaixão que sentem pelos encarnados e desencarnados. Portanto, é inconcebível Exu falar palavrões, destratar seus consulentes.

3- Senhores dos Caminhos

Dentre várias, duas das principais funções dos Exus são: a abertura dos caminhos e a proteção de terreiros e médiuns contra espíritos perturbadores durante a gira ou obrigações. Muitas pessoas pensam que tais caminhos são somente os físicos. Estamos em constante luta espiritual e portanto são eles que nos ajudam em nosso caminhar.

4- Honram sua palavra e seus compromissos

Tem palavra e a honram; Buscam evoluir;Por sua função cármica de guardião, sofrem com os constantes choques energéticos a que estão expostos; Afastam-se daqueles que atrasam a sua evolução. Quando pedem algum trabalho e dizem: “estarei lá para lhe ajudar”, confie, pois estará mesmo. São justos, dificilmente demonstrando emotividade, dando-nos a impressão de serem mais “duras” que as demais Entidades.

5- Sempre estão nos lugares mais perigosos para a alma humana

A alma humana percorre os lugares mais sombrios do Universo, ainda mais quando está liberto do corpo físico ou em desdobramento. Nessas viagens Exu os acompanha, vigiando-lhe e trazendo segurança.

6- Cobradores do Carma

Exus são verdadeiros cobradores do carma e responsáveis pelos espíritos humanos caídos. Representam e são o braço armado e a espada divina do Criador nas trevas, combatendo o mal e sendo responsáveis pela estabilidade astral na escuridão. Senhores do plano negativo atuam dentro de seus mistérios regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade. Em seus trabalhos Exu corta demandas, desfaz trabalhos e feitiços e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos e desobsessões retirando os espíritos obsessores e os trevosos, e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.

7- O Exu na Umbanda é como nós!

A vestimenta fluídica dos Exus, são erroneamente retratados pelas imagens vendidas no mercado, com chifres, tridentes, crânios, etc. E também não estão a disposição dos homens para ajuda-los em pedidos de baixa moralidade como é comum vermos na atualidade. Exu é como nós. Pelo menos não consigo ver o Exu que me assiste de outra forma. Para mim ele se mostra como homem, embora carregue consigo seus apetrechos de guerra. Normalmente, em campos de batalhas, eles usam o uniforme adequado. Seu aspecto tem sempre a função de amedrontar e intimidar além de possuir um alto grau de conhecimento de tecnologia para vencer os inimigos.
O Exu demonizado, é fruto do sincretismo com o catolicismo que o demonizou, atribuindo a eles os deslizes e pecados cometidos por médiuns e dirigentes.

8- Qual é a lógica de um Terreiro onde baixam Caboclo, Preto(a) Velho(a), Criança para fazer a caridade, e no mesmo terreiro baixar Exu para praticar o mal?

Exu é de serventia de Caboclo, de pretos- velhos e crianças, mas para que seja cumprida a justiça cármica, pois Exu não é bom nem mal, é apenas justo. Devemos sempre  tomar cuidado com o que pedimos para Exu, pois quem não sabe o que pede, não sabe o que quer, e o que irá receber, e muito menos o que MERECE receber. Exu só trabalha com o consentimento de entidades superiores e única e exclusivamente dá alguma coisa a alguém se o merecimento deste alguém estiver de acordo com a Justiça cármica. Exu não “joga conversa fora”, ele vai direto ao ponto, orientando e conduzindo aquilo que tem que ser feito, pois não é só esta a função de Exu.

9- Você realmente conhece Exu?

  • O verdadeiro guardião não deixa seu médium torto, com expressão de ódio no rosto, não fica com os dedos em forma de garras, e não se arrasta no chão, se batendo, maltratando o corpo do médium. Pelo contrário, o verdadeiro Guardião cuida da matéria em que incorpora.
  • São entidades alegres, mas não bobos.

10- Oferendas, Encruzilhadas e comportamento.

  • Quem aceita estas oferendas em locais perigosos, são os já citados Kiumbas, que são os que gostam de galo e galinha pretos na encruza.
  • CUIDADO irmão de fé, não ofereça sangue ou animais nas ruas, pois poderá levar estas entidades para suas casas, o que lhe trará os maiores problemas.
  • Os preceitos para Exu são entregues nas encruzilhadas das matas e campina, e sempre com elemento sutis.
  • Exu de Umbanda não pode ser comprado com bagatelas e Exu nenhum de verdade aceita realizar trabalhos para matar ou prejudicar alguém.
  • Exu de Umbanda não fala palavrões de deixar cabelo em pé, não toma uma garrafa de marafo (pinga) e sangue.
Poderia escrever muito mais. Mas é importante que os irmãos de fé sejam coerentes em suas escolhas. E para aqueles que tem medo de Exu, me desculpem. Eles estão em todo lugar, pois são os guardiões dos caminhos. Nos guardam em nossas idas e vindas. Axé!

fonte: Só Umbanda

17 de agosto de 2016

::O SENHOR DAS DOENÇAS::

doburú, flor de milho

O SENHOR DAS DOENÇAS

É o Orixá das doenças e relacionado a um arquétipo psicológico derivado de sua postura na dança (Candomblé).Omulu-Obaluaê esconde do mundo suas chagas, não deixa de mostrar, pelos sofrimentos implícitos em sua postura. Tendo tendência a um caráter masoquista, desajeitado, pesado, reservado e auto-destrutivo, muito forte, que tanto pode se revelar como uma grande capacidade de somatização de problemas psicológicos. Existem várias controvérsias a respeito da dualidade de Omulu-Obaluaê. Há quem refira serem dois deuses distintos, ou seja, Obaluaê-Sànpònná(Xapanã) filho de Nanã-Buruku vindo de Daomé (o leste) e o outro, Omulu-Molu filho de Nanã-Brukung vindo de Tapás, ou Nupé (o oeste). Obaluaê o Senhor da terra, classificado como o mais jovem. A ele é atribuído o instinto selvagem, devastador, curioso, guerreiro, colérico e de temperamento acirrado para guerrear e conquistar novos territórios. Omulu o Senhor do pó, classificado como o mais velho, com uma bagagem de conhecimentos, tornando-se famoso na habilidade de curar as pessoas. Sua ação na natureza é realizar a eliminação, tirando e dando fim ao que não serve mais. Omulu ceifa os doentes e os feridos sem esperança. Tudo que se coloca sob a ação de Omulu é realizado com lentidão, atraso e prudência. Xapanã (o feiticeiro) é a representação da varíola e das doenças contagiosas, sendo raramente seu nome pronunciado. É aquele que puni os malfeitores, enviando-lhes todos os tipos de doenças. Omulu-Obaluaê segundo Pierre Verger em sua obra Orixás, conta que, houve um sincretismo entre as duas divindades vindas do leste e oeste da África, que juntaran-se e tornaram um caráter único em Kêto. Este Orixá conquistou grande poder e respeito dentro do candomblé, pois é capaz de afastar as epidemias e espantar a morte. No candomblé, tal interpretação pode ser por demais restrita. A marca mais forte de Omulu-Obaluaê não é o seu sofrimento, mas o convívio com ele.

Xaxará
Alguns pesquisadores supõem que o culto aos deuses daomeanos é anterior a idade do ferro, pois em certas partes da África e no Brasil não são realizados sacrifícios com o uso de instrumentos de ferro. As pessoas consagradas e este Deus usam um colar chamado Lagdibá, feito de pequenos anéis de cifre de búfalo.
Quando o Deus se manifesta em um de seus filhos, o iniciado é coberto com uma roupa feita em palha-da-costa e um capuz do mesmo material. Leva nas mãos o xaxará, uma espécie vassoura feita de folhas de palmeira e decorada com búzios. Carrega também cabaças contendo remédios que passa nos visitantes durante a dança mítica, afastando qualquer tipo de doença.
Seu culto é cercado de mistérios e em sua dança, apresenta-se curvado para a frente, próximo ao chão, imitando o sofrimento e tremores de febre. Omulu-Obaluaê é o dono dos cauris (búzios) utilizado ao oráculo africano, embora ele não seja o dono do oráculo, que pertence a Ifá, podemos considera-lo como o patrono do jogo de búzios. É através de Obaluaê que o jogador entra em contato com as forças mais poderosas, dominando inclusive a vida e a morte, representadas na figura desse Orixá.


SÃO LÁZARO
SINCRETISMO CATÓLICO
Sincretizado com santos católicos que notabilizaram pelo trato com as doenças.
Omulu está ligado a São Roque, comemorado a 16 de Agosto. Obaluaê está ligado a São Lázaro, comemorado a 17 de Dezembro. Em alguns lugares do país, ambos podem
estar ligados a São Bento, que tem sua festa em 21 de Março. Também é muito reverenciado no dia 2 de Novembro, dia das almas, onde as pessoas o consagram com muitas velas no cemitério.
Na mitilogia romana pode-se ligar Omulu a Saturno, o Deus que ensinou a agricultura aos homens,
e na mitologia grega ele está ligado a Cronos.

Dia da semana: segunda-feira
Cores: Branco (paz e cura), preto (absorção de conhecimento) e/ou vermelho (atividade)
Elemento: Terra
Instrumanto: Xaxará
Saudação: Atotô! (Oto, "Silêncio")


CEMITÉRIO
Omulu-Obaluaê divide com Iansã a regência dos cemitérios, pois ele é o emissário de Oxalá (princípio ativo da morte), para buscar o espírito desencarnado. É Omulu-Obaluaê que vai mostrar o caminho e servir de guia para aquela alma. É o médico, companheiro de Exu nas encruzilhadas, preside a morte, a destruição e a defesa contra os maus espíritos.

AS VARIAÇÕES DE OMULU/OBALUAÊ
Afomam/Akavan: Esta variação tem uma ligação com Exu. Afomo significa contagiante, infeccioso.

Arinwarum(ouwariwaru): É um titulo de Xapanã.

Azonsu/Ajansu/Ajunsu: Este tem fundamentos com Oxalá, Oxumaré e Ogum. É ligado ao tempo, as . estações do ano e ao culto da terra. É o verdadeiro dono do cuzcuzeiro, veste-se de vermelho, preto e branco, na perna esquerda leva uma pulseira de aço.

Azoani: É jovem, veste preto e branco. Tem caminhos com Iroko, Oxumaré, Iemanjá e Oyá.


A CURA
Arawe/Arapaná: Tem fundamento com Oyá.

Ajoji/Ajagun: Tem fundamentos com Ogum e Oxaguiã.

Avimaje/Ajiuzium: Tem fundamentos com Nanã e Ossãe.

Ahosuji/Seji: Tem ligação com Iemanjá, Oxumaré/Besén.

Afenan: É uma qualidade mais velha, dança curvado e cavando a terra com Intoto para depositar os corpos que lhe pertencem, veste a estopa, carregando duas bolsas de onde tira as doenças. Usa as cores amarelo e preto. Todas as plantas que são trepadeiras pertencem a ele. Tem caminhos com Oxumaré e Ewá, de quem é companheiro.

Intoto: É um Orixá cultuado em seu assentamento e não vira na cabeça de ninguém. Suas contas são o vermelho e preto. O Iyàwó é feito de Oxum ou Azoani. Da-se comida a terra. Este Orixá é Abìkú, portanto não se raspa, pois representa o fundo da terra. Come com Ewá, Oyá e Iku. Seus assentos são cultuados ao lado de Nanã e Iemanjá.

Jagun Agbagba: Tem fundamento com Oyá.
Jagu Jagun ou Ajagun: É jovem e guerreiro; leva na mão uma lança chamada Okó. Tem caminhos com Ogunjá, Oxaguiã, Ayrá, Exu e Oxalufã. Não come feijão preto, sendo o único que come Igbin (caracol).

Posun/Posuru: É o mesmo do Azunsun do Gege, louvado como Possun no Keto e na Angola, tanto é Iroko como o Tempo. Come diretamente na terra, sua dança mostra claramente sua ligação com Exu e a terra, dançando com garras na mão. Tem caminho com Iroko, Intoto e Oyá.

Zavalu/Sapecó: Tem forte fundamento com Nanã.

Soponna/Sapata/Sakpatá: É o mais antigo e seu nome é proíbido pronunciar. Na África, quando se fala seu nome, coloca-se mel na boca. Tem fundamento nas encruzilhadas e come com Exu. Tem caminhos com Oxóssi e é o Deus da varíola e das doenças de pele. Suas contas são branca e preta.

Tetu/Etetu: É jovem e guerreiro. Come com Ogum e Ewá. Veste-se de branco, preto e vermelho.


DEBURÚ

A LIMPEZA SAGRADA
Deburú (pipoca) é a comida ritual do Orixá Omulu-Obaluaê, milho de pipoca estourada com areia da praia.

O MITO - O ISOLAMENTO
Conta a lenda que um certo dia de festa, todos os deuses estavam dançando, menos Obaluaê, que ficara timidamente na porta. Ogum, então, perguntou a Nanã: Meu irmão está lá fora, não vem dançar? Nanã respondeu que ele tinha medo de aparecer um público, devido ao estado da pele de seu corpo. Ogum, então resolveu ajudá-lo, pois não pode ver uma situação à sua frente em que alguém sofra por desrespeito ou preconceito dos outros. Ogum resolveu o problema convencendo Obaluaê a acompanha-lo até a floresta, onde teceu para ele uma roupa feita com folhas que esconderia sua aparência. Assim Obaluaê teria coragem para entrar na sala onde ocorria a festa, sem medo de ser rejeitado. Porém, a estratégia de Ogum não foi muito bem sucedida. Muita gente tinha visto Ogum sair para ir até Obaluaê antes de se reaproximar trazendo uma figura misteriosa, pois ela estaria carregada de pestes e poderia contaminar a todos. Somente Iansã, a deusa dos ventos, altiva e corajosa, concordou em acompanha-lo. Dançou com Obaluaê e, junto com eles, o turbilhão de ventos. Os ventos de Iansã levantaram as vestes dele. Então todos os presentes, com espanto, puderam verificar que, abaixo das vestes, se escondiam o rosto e o corpo de um homem belíssimo, sem defeito algum. Em recompensa pelo gesto de Iansã, Obaluaê deu o poder a ela de reinar sobre os mortos. Mas Obaluaê sempre continua sua dança sozinho.

LOCAL DE DOMÍNIO - A TERRA

ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE OMULU-OBALUAÊ
São pessoas muito desconfiadas, metódicas, mal-humoradas e que têm um tendência ao pessimismo. Costumam ver desgraças aonde não há. São pessoas que normalmente são desapegadas dos bens materiais. Rigorosas, introvertidas, personalidade mutável, extremistas, insatisfeitas e descontentes com os trabalhos que realizam. São solitárias, mesmo quando estão cercadas de pessoas, continuarão sentindo-se sós. Pessoas de pouca beleza exterior, mas sua inteligência é poderosa, mas não é vibrante e intelectual. Podem atingir cargos de prestígio dentro de sua função, ma para isto terão que trabalhar seu sentimento de negativismo e senso crítico. Seus filhos têm uma memória excelente e demonstram curiosidade em relação a todos os assuntos. Não se adaptam a mudanças e costumam ser muito caseiros. Guardam ressentimentos e injúrias por muito tempo. É difícil ver um filho de Obaluaê apaixonar-se violentamente, ele gosta e até mesmo ama com moderação.

Tanto Obaluaê como Omulu são tidos como feiticeiros que castigam impiedosamente a quem desrespeita, e impingem seu castigo severo, colocando-lhes doenças. Mas também, ao verem o arrependimento do castigado, podem lhe trazer a cura através de sua benevolência, e são raras as vezes em que eles trazem o seu perdão.

"Salve o médico dos pobres"